sexta-feira, 31 de outubro de 2014
terça-feira, 28 de outubro de 2014
Filme: A Good Marriage
Título original: A Good Marriage
Diretor: Peter Askin
Roteirista: Stephen King
Gênero:
Suspense;
Ano:
2014
Duração:
102
min.
Uma casa bonita com cercado de madeira no
subúrbio em Portland, Maine e um marido dedicado e filhos bem sucedidos
retratam a vida perfeita de Darcy Anderson. Seu casamento, durante vinte e
cinco anos, fora impecável e até tornou-se alvo de admiração dos amigos.
Bob, seu marido, é um contador e
frequentemente viaja a negócios. E na ausência do marido, em uma noite, ela
encontra acidentalmente uma revista BDSM na garagem, mas Darcy não dá muita
importância, afinal, garotos são garotos.
Entretanto, ao tentar arrumar as revistas do
marido ela descobre outro segredo: uma caixinha em um fundo falso na parede da
garagem. E o que ela encontra dentro a deixa completamente aterrorizada. Lá
está a identidade de Marjorie Duvall, uma das vítimas do serial killer “Beadie”.
O que parecia ser um casamento perfeito
revela-se ser uma mentira. Seu marido carinhoso, atencioso e exímio pai era, na
verdade, um hediondo psicopata que torturava mulheres de formas grotescas, mas
o pior de tudo era que ela o amava.
Darcy se vê em um conflito interior, ela
amava seu marido como nunca havia amado alguém antes e sabia que ele a amava
também, mas seu marido era um monstro que viveu debaixo do mesmo teto que ela
durante vinte e cinco anos. Como nunca desconfiara? O que seria de seus filhos
se tudo viesse à tona? O que faria quando ele chegasse de viagem? Ela estava
diante de uma guerra dentro da própria cabeça, na qual a razão e a emoção
tentam se sobrepor uma a outra.
A premissa é genial, baseado em um conto do
autor Stephen King e roteirizado por ele, o filme possui o clima de conto, mas
a direção deixou muito a desejar, principalmente quando o filme entra no
desenvolvimento do conflito de Darcy.
“A Good Marriage” deveria ser, em seu melhor,
uma guerra de desejos entre um psicopata e sua esposa. Mas, mesmo assim, o
conflito retratado no filme é surpreendentemente e chocantemente enfadonho.
O dilema da personagem Darcy construído no
filme não é convincente. Ela é fria, quase insensível, o que prejudicou o
desenvolvimento da personagem. O que salva o filme de ser um completo fracasso
é o ator Anthony
LaPaglia que conseguiu dar vida à personagem Bob.
Você acaba achando mais interessante o serial killer do que a esposa, a qual
deveria cativar a sua atenção na batalha para impedí-lo. E isso se torna um
problema quando a transição do desenvolvimento ao clímax não te surpreende ou
se mostra interessante.
O filme não é um total fracasso, mas também
não consegue ser bom. O que é uma tristeza muito grande, pois nem mesmo Stephen
King conseguiu transportar a genialidade do conto no filme.
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| REGULAR! |
sexta-feira, 24 de outubro de 2014
Necrópole: Histórias de Vampiros
Título: Necrópole:
história de vampiros
Autor: Alexandre
Heredia; Camila Fernandes; Gianpaolo Cappelli; Richard Diegues
Gênero:
literatura nacional; suspense; terror
Páginas: 158
Editora:
Alaúde
Ano: 2005
ISBN: 85-98497-29-0
Eu
tenho um certo apreço pelas antologias, fico maravilhado lendo diversos contos
de autores diferentes reunidos em um único livro. Costumo dizer que ler uma
antologia é como escavar uma tumba misteriosa do Egito antigo, você poderá
encontrar tesouros maravilhosos, mas também poderá encontrar artefatos não
muito valiosos.
E
o livro “Necrópole: histórias de
vampiros” não foge a regra. Reunindo cinco contos de cinco autores
diferentes, o livro nos leva para uma Necrópole, uma cidade dos mortos, onde o
bizarro e o sobrenatural convive lado a lado com o ser humano. Cada conto
possui uma peculiaridade, mas falarei de um em específico que me chamou a
atenção e foi o “tesouro” que encontrei nesta “escavação”.
Alexandre
Fernandes Heredia, em seu conto “O
edifício”, nos transporta para um casarão no centro da cidade, onde há
muito funcionara um hotel, mas que hoje é apenas mais um dos milhares cortiços
que temos no centro da cidade de São Paulo. Lá vive o jovem Felipe, filho de
uma prostituta, cercado por aquela atmosfera lúgubre que faz parte dos antigos
casarões. Estes, carregados de histórias e lendas urbanas, as quais preenchem o
imaginário popular.
Felipe
não é a única criança no cortiço. Barata e Toninho são dois garotos valentões
que “mandam” no cortiço. E para se juntar ao clube de Barata e Toninho, ele precisa descer até o porão do cortiço e ficar
por duas horas no antigo quarto, que não era normal, o da zeladoria . A lenda de que um vampiro fora empalado há muitos anos e enterrado na parede
percorre o cortiço. E, sabendo disso, Barata e Toninho desafiam o garoto a
ficar duas horas no quarto, como um teste, e se mostrar-se digno, entraria para
o clube.
A
realidade e a fantasia se mesclam quando Felipe entra no quarto. Nem ele e nem
nós sabemos se o que está acontecendo é a realidade ou o imaginário do garoto.
A personagem nos leva a crer que tudo faz parte da realidade e que realmente
existe um vampiro enterrado na parede e que, de alguma forma, ele consegue alimentar-se
através dela.
As
duas horas se passam e Felipe não sai do quarto, Barata se recusa a entrar para
buscá-lo e vai embora, mas Toninho resolve entrar para pegar o garoto e levá-lo
para cima. Entretanto, ele também não sai do velho aposento abandonado. E o
sumiço dos dois garotos leva Maria, mãe de Felipe, a procura deles, mas o que ela não sabe é que algo muito terrível espera por ela na escuridão daquele quarto.
E mais uma vez a realidade e a fantasia confundirá o leitor.
O
conto “O edifício” merece cinco
estrelas sem sombra de dúvida, é um dos melhores contos no livro. O suspense
que o autor cria é assombroso e sua narrativa cena por cena envolve o leitor. Em
nenhum momento o autor se refere ao centro da cidade como sendo em São Paulo,
mas os cortiços são tão característico do centro de São Paulo que foi imediata
a associação.
Outros
contos também se destacam, como “Rogai
por Nós”, de Richard Diegues que nos imerge em alguns questionamentos
religiosos e morais em sua narrativa bem detalhada onde ele tece o conto
parágrafo por parágrafo. Mas alguns contos deixaram um pouco a desejar, eles
possuem uma excelente premissa e são desenvolvidos com muita maestria, mas pecam
na transação do desenvolvimento para o clímax, que é a parte mais importante em
um conto, pois é nele que o autor deve enlaçar o leitor de forma excepcional e
concluir a sua história, e alguns autores se perderam neste processo.
Contudo,
os autores se mostraram bem maduros na construção de seus textos (ao contrário
de algumas antologias que encontrei por ai), e isso ajudou na construção desta
antologia que se mostrou excelente em sua construção. É uma boa dica para quem
deseja começar a ler histórias sobre vampiros, mas não quer nenhum compromisso
a longo prazo.
Em
uma antologia você pode devorar cada conto em seu tempo, sem nenhum
compromisso, como se cada conto fosse uma nova vítima a ser apreciada.
Citação favorita: Mas, no fundo de seu cérebro, ouviu um sussurro leve, quase
um suspiro. Seu corpo se retesou e seus sentidos se tornaram alertar pela
primeira vez em muitos meses. Ele estava vivo! Não haviam conseguido
destruí-lo, nem mesmo com dinamite. E estava livre novamente.
| Bom! |
Onde
comprar: Amazon | Submarino $ | Cultura | Saraiva | Editora Alaúde
segunda-feira, 20 de outubro de 2014
Comparação do filme "O Iluminado"
Oi gente.
Não podia deixar de fazer uma breve comparação da adaptação do livro "O Iluminado", afinal estamos no outubro do horror. Espero um comentário de vocês com opiniões a respeito da adaptação, de verdade. Por isso, não deixem de comentar e também se inscrever no canal ;)
sexta-feira, 17 de outubro de 2014
Psicose, de Robert Bloch
Mais um vídeo-resenha. E hoje vou falar sobre o livro Psicose do autor Robert Bloch, por isso, ajeite-se no sofá ou na sua cadeira e aproveite. Não esqueça-se de comentar e inscrever-se no canal.
segunda-feira, 13 de outubro de 2014
Filme: Psicopata Americano
Título original: American
Psycho
Diretor: Mary
Harron
Roteirista: Mary
Harron
Gênero: Suspense;
Drama
Ano: 2000
Duração: 102
min
Neste outubro do horror muitas novidades
estão acontecendo por aqui, uma delas é o novo seguimento de resenhas
cinematográficas. Fiquei durante toda a semana pensando qual filme seria digno
de estrear este novo seguimento. Depois de pensar bastante,
optei por um filme que gosto muito.
Frequentador da alta sociedade nova yorkina,
Patrick Bateman é um jovem bonito, elegante, educado e bem sucedido. Sua única
preocupação é com sua pele, a qual submete um processo meticuloso todas as
manhãs; seus ternos de alta costura; reservas em restaurantes elegantes; além
de possuir a necessidade em ter o melhor cartão de visitas de Wall Street.
Fútil e narcisista, Patrick encontra apenas uma solução para sua vida vazia,
produto do individualismo e consumismo desenfreado dos anos 80: matar.
“Eu
tenho todas as características de um ser humano. Mas nenhuma única emoção
identificável, exceto ganância e aversão.”
Sua vida repleta de cremes esfoliantes,
hidratantes e móveis elegantes divide o cenário com machados e facões em seu
apartamento luxuoso, construindo um belo contraste entre a sua máscara e o seu verdadeiro
eu.
Sua apetência assassina não termina com a
morte de Paul Allan. Prostitutas e modelos são suas principais vítimas. Os
encontros psicóticos de Patrick são recheados de um humor negro bem aplicado,
uma sátira deliciosa à sociedade fútil e consumista.
Christian Bale fez um ótimo trabalho ao dar
vida a Patrick Bateman. O realismo na expressão lunática dele foi perfeito. Não
consigo ver outro ator atribuindo tanta intensidade ao personagem como ele o
fez. Ele ganhou a minha admiração no momento em que o vi neste filme, muito
antes de vê-lo em qualquer outro.
Apesar de ser bem mais leve do que o polêmico
livro de Bret Easton Ellis, Psicopata Americano não deixa a desejar. Com
camadas de ménage à trois (que me rendeu boas risadas), futilidade, narcisismo
cômico, sarcasmos, ironia, humor negro e muita violência, o filme faz uma crítica
social fantástica e mostra que filmes de psicopatas não precisam ser
aterrorizantes, cheio de mortes e violência gratuita.
![]() |
| MUITO BOM! |
domingo, 12 de outubro de 2014
Vídeo: A origem da vilania
Vocês já pararam para se perguntar o motivo que os vilões possuem para praticar as suas vilanias? Eles já nascem vilões ou se tornam?
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