terça-feira, 28 de outubro de 2014

Filme: A Good Marriage

Título original: A Good Marriage
Diretor: Peter Askin
Roteirista: Stephen King
Gênero: Suspense;
Ano: 2014
Duração: 102 min.

Uma casa bonita com cercado de madeira no subúrbio em Portland, Maine e um marido dedicado e filhos bem sucedidos retratam a vida perfeita de Darcy Anderson. Seu casamento, durante vinte e cinco anos, fora impecável e até tornou-se alvo de admiração dos amigos.

Bob, seu marido, é um contador e frequentemente viaja a negócios. E na ausência do marido, em uma noite, ela encontra acidentalmente uma revista BDSM na garagem, mas Darcy não dá muita importância, afinal, garotos são garotos.

Entretanto, ao tentar arrumar as revistas do marido ela descobre outro segredo: uma caixinha em um fundo falso na parede da garagem. E o que ela encontra dentro a deixa completamente aterrorizada. Lá está a identidade de Marjorie Duvall, uma das vítimas do serial killer “Beadie”.

O que parecia ser um casamento perfeito revela-se ser uma mentira. Seu marido carinhoso, atencioso e exímio pai era, na verdade, um hediondo psicopata que torturava mulheres de formas grotescas, mas o pior de tudo era que ela o amava.

Darcy se vê em um conflito interior, ela amava seu marido como nunca havia amado alguém antes e sabia que ele a amava também, mas seu marido era um monstro que viveu debaixo do mesmo teto que ela durante vinte e cinco anos. Como nunca desconfiara? O que seria de seus filhos se tudo viesse à tona? O que faria quando ele chegasse de viagem? Ela estava diante de uma guerra dentro da própria cabeça, na qual a razão e a emoção tentam se sobrepor uma a outra.

A premissa é genial, baseado em um conto do autor Stephen King e roteirizado por ele, o filme possui o clima de conto, mas a direção deixou muito a desejar, principalmente quando o filme entra no desenvolvimento do conflito de Darcy.

“A Good Marriage” deveria ser, em seu melhor, uma guerra de desejos entre um psicopata e sua esposa. Mas, mesmo assim, o conflito retratado no filme é surpreendentemente e chocantemente enfadonho.

O dilema da personagem Darcy construído no filme não é convincente. Ela é fria, quase insensível, o que prejudicou o desenvolvimento da personagem. O que salva o filme de ser um completo fracasso é o ator Anthony LaPaglia que conseguiu dar vida à personagem Bob. Você acaba achando mais interessante o serial killer do que a esposa, a qual deveria cativar a sua atenção na batalha para impedí-lo. E isso se torna um problema quando a transição do desenvolvimento ao clímax não te surpreende ou se mostra interessante.


O filme não é um total fracasso, mas também não consegue ser bom. O que é uma tristeza muito grande, pois nem mesmo Stephen King conseguiu transportar a genialidade do conto no filme. 

REGULAR!

sexta-feira, 24 de outubro de 2014

Necrópole: Histórias de Vampiros

Título: Necrópole: história de vampiros
Autor: Alexandre Heredia; Camila Fernandes; Gianpaolo Cappelli; Richard Diegues
Gênero: literatura nacional; suspense; terror
Páginas: 158
Editora: Alaúde
Ano: 2005
ISBN: 85-98497-29-0

Eu tenho um certo apreço pelas antologias, fico maravilhado lendo diversos contos de autores diferentes reunidos em um único livro. Costumo dizer que ler uma antologia é como escavar uma tumba misteriosa do Egito antigo, você poderá encontrar tesouros maravilhosos, mas também poderá encontrar artefatos não muito valiosos.

E o livro “Necrópole: histórias de vampiros” não foge a regra. Reunindo cinco contos de cinco autores diferentes, o livro nos leva para uma Necrópole, uma cidade dos mortos, onde o bizarro e o sobrenatural convive lado a lado com o ser humano. Cada conto possui uma peculiaridade, mas falarei de um em específico que me chamou a atenção e foi o “tesouro” que encontrei nesta “escavação”.

Alexandre Fernandes Heredia, em seu conto “O edifício”, nos transporta para um casarão no centro da cidade, onde há muito funcionara um hotel, mas que hoje é apenas mais um dos milhares cortiços que temos no centro da cidade de São Paulo. Lá vive o jovem Felipe, filho de uma prostituta, cercado por aquela atmosfera lúgubre que faz parte dos antigos casarões. Estes, carregados de histórias e lendas urbanas, as quais preenchem o imaginário popular.

Felipe não é a única criança no cortiço. Barata e Toninho são dois garotos valentões que “mandam” no cortiço. E para se juntar ao clube de Barata e Toninho, ele  precisa descer até o porão do cortiço e ficar por duas horas no antigo quarto, que não era normal, o da zeladoria A lenda de que um vampiro fora empalado há muitos anos e enterrado na parede percorre o cortiço. E, sabendo disso, Barata e Toninho desafiam o garoto a ficar duas horas no quarto, como um teste, e se mostrar-se digno, entraria para o clube.

A realidade e a fantasia se mesclam quando Felipe entra no quarto. Nem ele e nem nós sabemos se o que está acontecendo é a realidade ou o imaginário do garoto. A personagem nos leva a crer que tudo faz parte da realidade e que realmente existe um vampiro enterrado na parede e que, de alguma forma, ele consegue alimentar-se através dela.

As duas horas se passam e Felipe não sai do quarto, Barata se recusa a entrar para buscá-lo e vai embora, mas Toninho resolve entrar para pegar o garoto e levá-lo para cima. Entretanto, ele também não sai do velho aposento abandonado. E o sumiço dos dois garotos leva Maria, mãe de Felipe, a procura deles, mas o que ela não sabe é que algo muito terrível espera por ela na escuridão daquele quarto. E mais uma vez a realidade e a fantasia confundirá o leitor.

O conto “O edifício” merece cinco estrelas sem sombra de dúvida, é um dos melhores contos no livro. O suspense que o autor cria é assombroso e sua narrativa cena por cena envolve o leitor. Em nenhum momento o autor se refere ao centro da cidade como sendo em São Paulo, mas os cortiços são tão característico do centro de São Paulo que foi imediata a associação.

Outros contos também se destacam, como “Rogai por Nós”, de Richard Diegues que nos imerge em alguns questionamentos religiosos e morais em sua narrativa bem detalhada onde ele tece o conto parágrafo por parágrafo. Mas alguns contos deixaram um pouco a desejar, eles possuem uma excelente premissa e são desenvolvidos com muita maestria, mas pecam na transação do desenvolvimento para o clímax, que é a parte mais importante em um conto, pois é nele que o autor deve enlaçar o leitor de forma excepcional e concluir a sua história, e alguns autores se perderam neste processo.

Contudo, os autores se mostraram bem maduros na construção de seus textos (ao contrário de algumas antologias que encontrei por ai), e isso ajudou na construção desta antologia que se mostrou excelente em sua construção. É uma boa dica para quem deseja começar a ler histórias sobre vampiros, mas não quer nenhum compromisso a longo prazo.

Em uma antologia você pode devorar cada conto em seu tempo, sem nenhum compromisso, como se cada conto fosse uma nova vítima a ser apreciada. 

Citação favorita: Mas, no fundo de seu cérebro, ouviu um sussurro leve, quase um suspiro. Seu corpo se retesou e seus sentidos se tornaram alertar pela primeira vez em muitos meses. Ele estava vivo! Não haviam conseguido destruí-lo, nem mesmo com dinamite. E estava livre novamente.

Bom!
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segunda-feira, 20 de outubro de 2014

Comparação do filme "O Iluminado"

Oi gente.
Não podia deixar de fazer uma breve comparação da adaptação do livro "O Iluminado", afinal estamos no outubro do horror. Espero um comentário de vocês com opiniões a respeito da adaptação, de verdade. Por isso, não deixem de comentar e também se inscrever no canal ;)


sexta-feira, 17 de outubro de 2014

Psicose, de Robert Bloch

Mais um vídeo-resenha. E hoje vou falar sobre o livro Psicose do autor Robert Bloch, por isso, ajeite-se no sofá ou na sua cadeira e aproveite. Não esqueça-se de comentar e inscrever-se no canal.


segunda-feira, 13 de outubro de 2014

Filme: Psicopata Americano



Título original: American Psycho
Diretor: Mary Harron
Roteirista: Mary Harron
Gênero: Suspense; Drama
Ano: 2000
Duração: 102 min

Neste outubro do horror muitas novidades estão acontecendo por aqui, uma delas é o novo seguimento de resenhas cinematográficas. Fiquei durante toda a semana pensando qual filme seria digno de estrear este novo seguimento. Depois de pensar bastante, optei por um filme que gosto muito.

Frequentador da alta sociedade nova yorkina, Patrick Bateman é um jovem bonito, elegante, educado e bem sucedido. Sua única preocupação é com sua pele, a qual submete um processo meticuloso todas as manhãs; seus ternos de alta costura; reservas em restaurantes elegantes; além de possuir a necessidade em ter o melhor cartão de visitas de Wall Street. Fútil e narcisista, Patrick encontra apenas uma solução para sua vida vazia, produto do individualismo e consumismo desenfreado dos anos 80: matar.

“Eu tenho todas as características de um ser humano. Mas nenhuma única emoção identificável, exceto ganância e aversão.”

Sua vida repleta de cremes esfoliantes, hidratantes e móveis elegantes divide o cenário com machados e facões em seu apartamento luxuoso, construindo um belo contraste entre a sua máscara e o seu verdadeiro eu.

Rodeado de pessoas fúteis, Patrick só pensa em violência, principalmente quando se trata de Paul Allan, o bem sucedido “colega” de trabalho dele. Em seu primeiro assassinato revelado ao telespectador, vemos um assassino meticuloso, higiênico e profissional. Com direito a um discurso bem elaborado sobre o álbum “Fore!” da banda Huey Lewis and the News e uma dancinha hilária, nosso protagonista sarado mata seu “colega” a machadadas.

Sua apetência assassina não termina com a morte de Paul Allan. Prostitutas e modelos são suas principais vítimas. Os encontros psicóticos de Patrick são recheados de um humor negro bem aplicado, uma sátira deliciosa à sociedade fútil e consumista.

Christian Bale fez um ótimo trabalho ao dar vida a Patrick Bateman. O realismo na expressão lunática dele foi perfeito. Não consigo ver outro ator atribuindo tanta intensidade ao personagem como ele o fez. Ele ganhou a minha admiração no momento em que o vi neste filme, muito antes de vê-lo em qualquer outro.

Apesar de ser bem mais leve do que o polêmico livro de Bret Easton Ellis, Psicopata Americano não deixa a desejar. Com camadas de ménage à trois (que me rendeu boas risadas), futilidade, narcisismo cômico, sarcasmos, ironia, humor negro e muita violência, o filme faz uma crítica social fantástica e mostra que filmes de psicopatas não precisam ser aterrorizantes, cheio de mortes e violência gratuita.

MUITO BOM!




domingo, 12 de outubro de 2014

Vídeo: A origem da vilania

Vocês já pararam para se perguntar o motivo que os vilões possuem para praticar as suas vilanias? Eles já nascem vilões ou se tornam?
Assista o novo vídeo e compartilhe conosco a sua opinião sobre!