quinta-feira, 5 de setembro de 2013

Assassinato no expresso do Oriente

Título original: Murder on the Orient Express
Autor: Agatha Christie
Tradutor: Archibaldo Figueira
Gênero: Ficção inglesa
Páginas: 223
Ano: 2009 / original em 1934
Editora: Nova fronteira

  Eaeeeeee!
  Pessoal tudo bem?

  Hoje é quinta e é mais um dia resenha para vocês, a resenha de hoje é mais uma vez da minha autora preferida Agatha Christie :D

  Sim eu sei eu sei, faço muita resenha dela, mas é por que eu leio muito livros dela, por que são maravilhosos, então leia também hahahaha.

  O livro de hoje é assassinato no expresso do oriente um dos melhores livros dela então vamos a resenha?

  O livro tem como protagonista nossa querido detetive Hercule Poirot, ele precisa chegar a Istambul e o jeito mais rápido é pelo trem, o expresso. Junto com o Tenente Dubosc eles entram no trem e percebem que estranhamente o trem está lotado para essa época do ano com pessoas com diversas nacionalidades e locais diferentes, desde moradores de Nova York a italianos, O detetive entra e já começa a ficar com a pulga atrás da orelha, será que seu sexto sentido já começou a detectar alguma coisa?

  Bem, infelizmente Poirot estava certo, na madrugada do segundo dia o trem enfrenta uma nevasca e fica parado durante um bom tempo, Hercule começa a escutar alguns barulhos estranhos, sai da sua cabine para ver se encontra algo, mas não percebe nada e volta a dormir. Até que no dia seguinte chega a notícia de que um homem foi morto em uma das cabines com múltiplas facadas em seu corpo e que sua cabine estava trancada pelo lado de dentro. Como será que isso foi possível? O trem tinha acabado de passar por uma nevasca e estava parado, não tinha como ninguém entrar ou sair daquele vagão, e existia treze pessoas no local, quem será que assassinou o M. Ratchett?

  Gente, GENTE! Que livro é esse pelo amor! Okay okay, primeiro temos o básico dos livros da Agatha as apresentações, como são 13 pessoas o começo fica um pouco confuso e eu confesso que as vezes eu troquei os nomes dos personagens mas tudo bem, depois que acostumamos com isso, temos as pistas: várias pistas e vários mistérios são colocados no livro, até que chega um momento que você não sabe o que é verdadeiro e o que é falso!

  Gente, GENTE! E o final do livro? O que é isso? Primeiro você só descobre quem é o assassino nas últimas cinco folhas ai quando você descobre você fica assim: Oh My FREAKING GOD, THIS IS REAL LIFE? Ai você descobre o por que isso aconteceu e você fica: AHHHH I’M DONE! I’M DOOOONNNEEE ( caso você não saiba inglês use o google tradutor :D, mas basicamente isso expressa a minha surpresa hahaha)

  E é exatamente por isso que eu amo os livros da Agatha eles sempre dão uma reviravolta no final, e nesse livro especialmente você aceita o assassinato e não fica indignado com o assassino, é maravilhoso, TODO MUNDO PRECISA LER ESSE LIVRO.

  E ainda tem um filme baseado nesse livro de 1974 acreditam? Já estou baixando para assistir :D

Muito Bom

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 Citação Favorita:
- Eu? Eu suspeito de todo mundo até o último minuto.

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segunda-feira, 2 de setembro de 2013

Conte-me o conto: Felicidade Clandestina

Felicidade Clandestina
Clarice Lispector
In Felicidade Clandestina. Rio de Janeiro, Rocco, 1998.

Ela era gorda, baixa, sardenta e de cabelos excessivamente crespos, meio arruivados. Tinha um busto enorme, enquanto nós todas ainda éramos achatadas. Como se não bastasse, enchia os dois bolsos da blusa, por cima do busto, com balas. Mas possuía o que qualquer criança devoradora de histórias gostaria de ter: um pai dono de livraria.
Pouco aproveitava. E nós menos ainda: até para aniversário, em vez de pelo menos um livrinho barato, ela nos entregava em mãos um cartão-postal da loja do pai. Ainda por cima era de paisagem do Recife mesmo, onde morávamos, com suas pontes mais do que vistas. Atrás escrevia com letra bordadíssima palavras como “data natalícia” e “saudade”.
Mas que talento tinha para a crueldade. Ela toda era pura vingança, chupando balas com barulho. Como essa menina devia nos odiar, nós que éramos imperdoavelmente bonitinhas, esguias, altinhas, de cabelos livres. Comigo exerceu com calma ferocidade o seu sadismo. Na minha ânsia de ler, eu nem notava as humilhações a que ela me submetia: continuava a implorar-lhe emprestados os livros que ela não lia.
Até que veio para ela o magno dia de começar a exercer sobre mim um tortura chinesa. Como casualmente, informou-me que possuía As reinações de Narizinho, de Monteiro Lobato.
Era um livro grosso, meu Deus, era um livro para se ficar vivendo com ele, comendo-o, dormindo-o. E, completamente acima de minhas posses. Disse-me que eu passasse pela sua casa no dia seguinte e que ela o emprestaria.
Até o dia seguinte eu me transformei na própria esperança de alegria: eu não vivia, nadava devagar num mar suave, as ondas me levavam e me traziam.
No dia seguinte fui à sua casa, literalmente correndo. Ela não morava num sobrado como eu,e sim numa casa. Não me mandou entrar. Olhando bem para meus olhos, disse-me que havia emprestado o livro a outra menina, e que eu voltasse no dia seguinte para buscá-lo. Boquiaberta, saí devagar, mas em breve a esperança de novo me tomava toda e eu recomeçava na rua a andar pulando, que era o meu modo estranho de andar pelas ruas de Recife. Dessa vez nem caí: guiava-me a promessa do livro, o dia seguinte viria, os dias seguintes seriam mais tarde a minha vida inteira, o amor pelo mundo me esperava, andei pulando pelas ruas como sempre e não caí nenhuma vez.
Mas não ficou simplesmente nisso. O plano secreto da filha do dono da livraria era tranquilo e diabólico. No dia seguinte lá estava eu à porta de sua casa, com um sorriso e o coração batendo. Para ouvir a resposta calma: o livro ainda não estava em seu poder, que eu voltasse no dia seguinte. Mal sabia eu como mais tarde, no decorrer da vida, o drama do “dia seguinte” com ela ia se repetir com meu coração batendo.
E assim continuou. Quanto tempo? Não sei. Ela sabia que era tempo indefinido, enquanto o fel não escorresse todo de seu corpo grosso. Eu já começara a adivinhar que ela me escolhera para eu sofrer, às vezes adivinho. Mas, adivinhando mesmo, às vezes aceito: como se quem quer me fazer sofrer esteja precisando danadamente que eu sofra.
Quanto tempo? Eu ia diariamente à sua casa, sem faltar um dia sequer. Às vezes ela dizia: pois o livro esteve comigo ontem de tarde, mas você só veio de manhã, de modo que o emprestei a outra menina. E eu, que não era dada a olheiras, sentia as olheiras se cavando sob os meus olhos espantados.
Até que um dia, quando eu estava à porta de sua casa, ouvindo humilde e silenciosa a sua recusa, apareceu sua mãe. Ela devia estar estranhando a aparição muda e diária daquela menina à porta de sua casa. Pediu explicações a nós duas. Houve uma confusão silenciosa, entrecortada de palavras pouco elucidativas. A senhora achava cada vez mais estranho o fato de não estar entendendo. Até que essa mãe boa entendeu. Voltou-se para a filha e com enorme surpresa exclamou: mas este livro nunca saiu daqui de casa e você nem quis ler!
E o pior para essa mulher não era a descoberta do que acontecia. Devia ser a descoberta horrorizada da filha que tinha. Ela nos espiava em silêncio: a potência de perversidade de sua filha desconhecida e a menina loura em pé à porta, exausta, ao vento das ruas de Recife. Foi então que, finalmente se refazendo, disse firme e calma para a filha: você vai emprestar o livro agora mesmo. E para mim: “E você fica com o livro por quanto tempo quiser.” Entendem? Valia mais do que me dar o livro: “pelo tempo que eu quisesse” é tudo o que uma pessoa, grande ou pequena, pode ter a ousadia de querer.
Como contar o que se seguiu? Eu estava estonteada, e assim recebi o livro na mão. Acho que eu não disse nada. Peguei o livro. Não, não saí pulando como sempre. Saí andando bem devagar. Sei que segurava o livro grosso com as duas mãos, comprimindo-o contra o peito. Quanto tempo levei até chegar em casa, também pouco importa. Meu peito estava quente, meu coração pensativo.
Chegando em casa, não comecei a ler. Fingia que não o tinha, só para depois ter o susto de o ter. Horas depois abri-o, li algumas linhas maravilhosas, fechei-o de novo, fui passear pela casa, adiei ainda mais indo comer pão com manteiga, fingi que não sabia onde guardara o livro, achava-o, abria-o por alguns instantes. Criava as mais falsas dificuldades para aquela coisa clandestina que era a felicidade. A felicidade sempre ia ser clandestina para mim. Parece que eu já pressentia. Como demorei! Eu vivia no ar... Havia orgulho e pudor em mim. Eu era uma rainha delicada.
Às vezes sentava-me na rede, balançando-me com o livro aberto no colo, sem tocá-lo, em êxtase puríssimo.
Não era mais uma menina com um livro: era uma mulher com o seu amante.

quinta-feira, 29 de agosto de 2013

A sombra do Vento

Título original: La sombra del viento
Autor: Carlos Ruiz Zafón
Tradutor: Marcia Ribas
Gênero: Romance
Páginas: 399
Ano: 2001
Editora: Suma de Letras

  PESOAALLLLL, mais uma resenha dessa vez um livro Espanhol, foi meu primeiro livro de um autor espanhol e simplesmente me apaixonei, vamos ver o porque?

  A história de Daniel se passa entre sua pré-adolescência e sua jovialidade adulta. Ele é um menino ingênuo e bem simples, filho de Dono de uma livraria que aos seus dez anos descobre um segredo contado pelo seu pai, é um cemitério, mas não um cemitério qualquer um cemitério dos Livros Esquecidos. 

 Em plena Barcelona pós-guerra há um casarão enorme onde são guardados livros já esquecidos, que não possuem mais donos e que seus atores já morreram há muito tempo, e cabe a Daniel escolher um livro para tomar para si, para que o livro tenha um novo dono, e seu escolhido é “A sombra do vento” de Júlian Carax.

  Daniel logo percebe que esse não é um livro qualquer, é um livro de romance e mistério, mas que tem um ar sombrio que só quem teve experiências terríveis na vida conseguiria escrever assim, cada vez mais fica fascinado pelo autor sem perceber em que realmente está se metendo.

  Após algum tempo, Daniel avista de vez em quando um homem, manco, sempre fumando e com a cara cheia de cicatrizes de queimaduras, parecido com o personagem do livro, o próprio diabo, certa vez eles se encontram, Daniel percebe que ele quer o livro para ele, mas não é para lê-lo ou guardá-lo, mas sim para queima-lo junto com as lembranças de Júlian Carax.

  Daniel não sabe por que ele quer fazer isso e cada vez mais tenta desvendar o mistério que envolve Júlian Carax e sua família e cada vez fica mais fascinado com a vida desse autor.
Gente esse livro é simplesmente MARAVILHOSO, eu amei muito!

  E o mais interessante é que não acontece NADA durante 150 paginás do livro, mas mesmo assim ele te envolve de uma maneira que você não para de ler!

  Os personagens são extremamente cativantes, você se afeiçoa a Daniel e a seu amigo Fermín, mas o mais legal é que a vida do autor do livro Júlian Carax ( que aconteceu há 10 anos antes de Daniel nascer) e a própria vida do nosso protagonista se mesclam de uma maneira que se harmoniza, conforme é contado a história de Daniel também é contado a história de Júlian e a gente percebe que os dois passaram por muito coisa parecida.

  Mas como nem tudo é perfeito eu achei que algumas ações demoraram um longo período de tempo para acontecer, decepcionando um pouco o leitor de vez em quando.

  
Mas fora isso é um ótimo livro de época que também nos mostra como era a cultura Espanhola há 50 anos e como os livros eram apreciados!

Nota:



Muito Bom




Citação Favorita:

" A televisão, amigo Daniel, é o Anticristo, e eu digo que bastarão três ou quatro gerações para as pessoas não saberem mais nem peidar por conta própria e para o ser humano voltar à caverna, à barbária medieval, a estados de imbecilidade que a lesma ja superou por volta do Pleistoceno. Este mundo não vai acabar por causa da bomba atômica, como dizem os jornais, vai acabar, sim, de tanta risada, de tanta banalidade, por essa mania de se fazer piada com tudo, e além do mais piadas ruins."

Fermín Romero de Torres.

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terça-feira, 27 de agosto de 2013

Digam a satã que o recado foi entendido

Título original: Digam a satã que o recado foi entendido
Autor: Daniel Pellizzari
Gênero: Romance
Páginas: 178
Ano: 2013
Editora: Companhia Das Letras

Olá pessoas, eu disse no vídeo do domingo que postaria esta resenha na quinta, mas estou postando hoje. Antes de tudo, preciso deixar claro que este livro não é sobre satanismo, ok? Não se assustem, leiam a resenha e descubram qual recado foi entendido!

Ninguém sabe ao certo o que levou Magnus Factor a estender a sua estadia em Dublin, Irlanda. Talvez fosse pela bela Stefanija? Ninguém sabe dizer ao certo, o que sabemos é que Magnus abriu uma agência de turismo especializada em locais mal-assombrados que não existem. E permaneceu na capital mundial da cerveja escura e das brigas de rua.

Magnus gerência sua agência junto de seus sócios e junto do único irlandês, Bartholomew O’Shaugnessy ou Barry como é chamado pelos colegas de trabalho. Ele é contratado para dar maior credibilidade às histórias horripilantes inventadas por Magnus. Barry é um cara arrogante, insuportável, xenofóbico, homofônico e racista. Sim, ele é tudo isso. Porém, consegue nos fazer rir em alguns momentos.

Simultaneamente, uma seita quer trazer de volta o antigo deus-serpente dos celtas, e é nesta seita que encontramos Demetrius Vidaloo, que irá sacrificar uma jovem virgem para realizar o ritual insano e descabido.

Em meio a milk-shakes, assassinato de velhinhas inocentes, videogames, traficantes gregos, cultos obscuros e terrorismo poético, Magnus se vê em um espiral de loucura e desespero. Mostrando com um bom humor, os relacionamentos e a vidas desses idiotas extraordinários, o que conduzirá o leitor a seguinte conclusão:

“Hoje é o amanhã que ontem nos preocupava, e tudo vai bem”. Isto e que um milk-shake, às vezes, é tudo o que um cara precisa. Além de deixar claro para satã que o recado foi entendido.

Digam a Satã que o recado foi entendido é um ótimo livro, sua narração é intercalada ente os personagens, e é apresentado em prosa, o que é uma delicia.

Entretanto, é um texto muito sensível, principalmente quando o foco narrativo está em Barry, pois ele usa muito palavrão e MUITAS palavras chulas. Além de não usar nenhum tipo de pontuação. Os erros gramaticais incorporam com perfeição a essência de Barry.

Muito Bom!






Citação favorita:
“Estava tudo bem na minha vida. Estava tudo errado, mas tudo errado também era tudo bem.”

Magnus

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Digam a satã que o recado foi entendido de J. R. Gomes é licenciado sob uma Licença Creative Commons Atribuição-NãoComercial-SemDerivados 3.0 Brasil.

segunda-feira, 26 de agosto de 2013

TAG: Livros + Emoções

Olá, pessoas!

Domingo fiz um vídeo de uma tag que eu achei super legal. Ela se chama Livros + Emoções. A tag possui nove perguntas sobre quais livros fizeram você sentir certas emoções como: feliz, triste, nostálgico, estressado, surpreso, entre outros. É uma tag divertidíssima e eu adorei fazê-la. Assistam ao vídeo, seus lindos!


Beijinhos do JR.


quinta-feira, 22 de agosto de 2013

Veronika Decide Morrer

Título original: Veronika Decide Morrer
Autor: Paulo Coelho
Tradutor: -
Gênero: Romance
Páginas: 208
Editora: Sextante

Olá, pessoas. Hoje vou fazer uma resenha de um livro de um autor que eu nunca me imaginei lendo. Vamos ver no que deu?

Veronika é uma jovem eslovena que decidira morrer. E com a ajuda de muitos comprimidos se entregara ao suicídio, mas ela não esperava que fracassasse em sua tentativa. Seu fracasso a levou direto para Villete, um famoso asilo de loucos localizado na capital eslovena, Liubliana.

Villete foi construído no ano da independência do país em um antigo quartel. A imprensa vivia publicando artigos sobre os maus tratos que acontecia em Villete, além da mistura que era os loucos condenados pela justiça convivendo com os acusados de loucura ou que fingiam insanidade. Ninguém nunca conseguiu fugir de Villete, o que ressaltava a fama da instituição.

Veronika estava presa naquele asilo rodeada de loucos. E é lá que ela descobre que sua tentativa de suicídio prejudicara o seu coração, lhe restando apenas alguns dias de vida.

Em sua estadia no asilo, Veronika conhecera a louca Zedka que lhe explicara, pela visão de um louco, o que realmente era a loucura. Fazendo uma reflexão sobre o senso comum ser a insanidade coletiva que achamos normal. Zedka é uma louca que sabe que é louca, mas que também sabe que precisa parecer com os loucos que vivem no mundo além dos muros de Villete.

Além de Zedka, Veronika acaba se aproximando de outro paciente. Um rapaz que sempre a ouvi tocar piano. Eduard é um jovem esquizofrênico que não fala, não por que é mudo fisicamente, mas essa mudez não existe quando ele está com Mari, uma velha advogada internada por síndrome do pânico que, apesar de já ter se curado da síndrome, ainda permanece em Villete.

Reflexões são postas na mesa. Uma mudez psicológica pode ser curada com um sentimento intenso, a insegurança de recomeçar a vida além dos muros de Villete pode ser superada ao ver o sofrimento de uma moribunda condenada, mas acima de tudo, uma suicida é capaz de encontrar em outra pessoa a vontade de viver.

Veronika decide morrer pode ser um livro de autoajuda; ficção; romance; drama; filosofia e reflexões. O que é a loucura? Quem são os loucos? Como determinar o que é louco ou não? Faço parte de uma loucura coletiva?

Contudo, acima de tudo isso, Veronika decide morrer é um livro de superação. É um livro de uma garota suicida que redescobre o desejo de viver.

Muito Bom!






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Citação favorita:
“Se um louco me perguntar para que serve uma gravata, eu terei que responder: para absolutamente nada. Nem mesmo para enfeitar, porque hoje em dia ela tornou-se símbolo de escravidão, poder, distanciamento. A única utilidade da gravata consiste em chegar em casa e retirá-la, dando a sensação de que estamos livres de alguma coisa que nem sabemos o que é.”

Dr. Igor



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terça-feira, 20 de agosto de 2013

Querido John


Título original: Dear John.
Autor: Nicholas Sparks.
Tradutor: Patrícia de Cia.
Gênero: Romance.
Páginas: 383 ( pocket version).
Editora: Novo Conceito


E ae pessoal tudo bem? Hoje o livro é ROMANTIC! Sim estamos em um momento muito amor no nosso blog <3
O livro de hoje é do autor bastante conhecido Nicholas Sparks chamado “ Querido John” vamos à resenha?

John é um militar que em seus tempos de adolescência, só dava trabalho para seu querido e amado pai que trabalhou o dobro, pois sua mãe foi embora e o largou muito jovem. Ou seja John  passou a maior parte de sua adolescência e o começo de sua vida adulta em bares bebendo, e gastando sua vida em festas e drogas.

Até que em um determinado momento em sua vida ele decidiu largar essa vida e ir para o exército tentar uma nova vida. Sofreu bastante no começo, mas logo em seguida aprendeu o verdadeiro valor do exército e de sua própria vida.

  Ta mas chega de falar do protagonista vamos falar agora na menina pela qual ele se apaixonou, seu nome era Savannah, uma menina do interior, que esta no começo da faculdade.

  John vê Savannah em sua licença quando volta para sua casa, ela está em sua cidade para construir duas casa para família carentes, John e Savannah se encontram, começam a conversar e repentinamente se apaixonam um pelo outro. Mas infelizmente a licença de John se esgota e ele volta para o exército com a promessa de que manterá contato com Savanah até acabar sua fase no exército quando voltará e casará com ela, mas será que esse relacionamento a distância durará?

  Em se tratando de romance eu sinceramente achei “Querido John” surreal, sabe por que? Logo no começo a vida de John já começa a rodar em volta da de Savannah, há milhares de juras de amor e ele a acha  a mulher perfeita vai amá-la para sempre, mas o relacionamento deles não é muito curto! Eles ficam uma semana juntos e logo em seguida John precisa partir...

  Na verdade, na verdade eu achei que as emoções dos protagonistas são exageradas, eu sinceramente não sei se é possível amar alguém assim. Eu acredito sim no amor, mas não naquela forma exagerada de se expressar e de se sentir. E o que é pior acaba iludindo leitores, querendo esse mesmo amor na vida real, mas percebem que não conseguem e no final das contas acabam se frustrando e frustrando o parceiro que não tem culpa alguma, pois é cobrado por algo que não pode dar...

  Mas sabe o que é pior? Isso pode ser dito para muitos livros de romance! E acho que é por isso que não gosto deles, por que para mim soa falso, vindo de um cara que AMA livros de ficção ahahahhaha. Apesar que na ficção você sabe que é mentira e sabe que realmente não existe, diferente de um livro de romance que pode confundir a sua cabeça.

 Mas um ponto positivo do Livro é a relação entre John e seu pai, que cresce conforme ele o visita, pois John começa a compreendê-lo melhor quando se torna um adulto e quando Savannah abre um pouco sua mente.
  
  Eu não gostei de querido John por que eu achei um pouco falsa a relação amorosa, só que a relação familiar é ótima e me emocionei com o pai de John.

Regular
  Mas quero dar outra chance para o romance, então se você tiver alguma sugestão me mande please! :D

Citação Favorita:

"As vezes, só as vezes, a gente dá a sorte de esbarrar com alguém legal."

- Savannah

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