domingo, 12 de outubro de 2014

Vídeo: A origem da vilania

Vocês já pararam para se perguntar o motivo que os vilões possuem para praticar as suas vilanias? Eles já nascem vilões ou se tornam?
Assista o novo vídeo e compartilhe conosco a sua opinião sobre!  




quinta-feira, 9 de outubro de 2014

Sombras da Noite

Título Original: Night Shift
Autor: Stephen King
Tradutor: Adriana Lisboa
Gênero: Terror
Páginas: 510
Editora: Objetiva
ISBN: 978-85-390-0441-6

Oi! 

Sou novo no Estante e vou apresentar resenhas periódicas aqui. Mas afinal, quem sou eu? Me chamo Alexandre, tenho 23 anos e estudo Publicidade. Quando não estou com a cara enfiada nos livros de marketing, estou lendo romances e livros de terror (sim, desde Nicolas Sparks a Stephen King). E nada melhor do que começar minha participação no blog com meu autor favorito, não é mesmo?

Sou apaixonado pela escrita de Stephen King desde “Carrie”, um dos meus livros favoritos. E tenho certo apreço por seus contos, sempre muito densos e complexos. Após ler “Ao Anoitecer”, fiquei curioso e fui buscar por mais contos dele. Admito: precisei quebrar um grande preconceito ao comprar esse tipo de livro – o de pocket books.

“Sombras da Noite” foi a primeira coletânea de contos do autor, e é considerado o melhor dentre suas outras coletâneas. Constituído por vinte contos, muitos deles já adaptados para o cinema, incluindo “As Crianças do Milharal” ou como todos conhecem: “Colheita Maldita”.

O livro é completo. Stephen King trabalha com a premissa de que vai conseguir te assustar, seja com um terror psicológico ou até mesmo com um terror escatológico. E ele faz isso de modo surpreendente.

Você não sabe o que te espera.

Dentre os contos, três muito específicos se destacam, cada um por uma razão diferente: “O ressalto”, que trabalha com um medo quase que universal descrito de um modo que eu nunca imaginei antes; ”Ex-fumantes Ltda.”, onde o autor consegue mostrar, usando um humor um tanto negro, uma resolução para um problema recorrente; e “O último degrau da escada”, meu conto favorito do livro, pois é mais levado para o lado emocional.

O que mais me deixou impressionado é que eu já conhecia metade das histórias contadas (uma vez que cresci vendo filmes baseados nesses contos), mas ainda assim, era como se eu não soubesse como os contos iriam acabar. King tem o poder de te contar uma história que você já conhece e ainda assim te surpreender.

Citação favorita: "Harold atravessou a casa correndo outra vez, irrompeu na varanda dos fundos e se deteve, paralisado. Era obsceno. Era uma visão grotesca."

Excelente!




quarta-feira, 1 de outubro de 2014

Qual seu livro predileto do Stephen King?


Outubro é o mês do horror e não podíamos deixar de fora o atual rei do horror na literatura. Eventualmente, todos já assistiram uma adaptação cinematográfica de algum conto ou livro do mestre King. Não há como negar que ele é referência no gênero. E pensando nisso, decidimos sortear o livro “It – A coisa”. Para participar é muito fácil, basta utilizar a caixa abaixo para nos seguir nas redes sociais e deixar um comentário respondendo a pergunta: Qual seu livro predileto de Stephen King?

O sorteio será realizado no dia 30 de outubro e o resultado será liberado no dia 31 no nosso canal do youtube. Fiquem atentos e não percam a oportunidade de ganhar o livro com a nova capa lançada pela editora Suma de Letras.

Sejam bem-vindos ao outubro do horror no Estante de Garotos!


Sorteio - Estante de Garotos

Dexter - A mão esquerda de Deus

Título Original: Darkly dreaming Dexter
Autor: Jeff Lindsay
Tradutor: Beatriz Horta
Gênero: Ficção, policial, suspense, literatura estrangeira
Páginas: 272
Editora: Planeta
ISBN: 978-85-7665-345-5

Hell-o, Folks! Adivinha quem vai abrir este mês tão especial que é outubro?! Exactly! Euzinho mesmo! Um mês cheio de terror, suspense e muitos, mas muitos sustos! Vamos lá?!

Assim como a série, nossa antítese de herói, também conhecido como lindo e belo Dexter é um assassino em série, perito nas artes de camuflar-se na sociedade, localizar suas presas e, claro, matar. Mas o que tem de diferente nisso? Ele é um “policial”!

O primeiro livro da série de Jeff Lindsay nos introduz um analista de laboratório especialista em sangue que, nas horas vagas, gosta de mostrar que seu ofício é uma faca de dois gumes: como descobrir quem matou e não ser pego por aqueles ao seu redor.

Parece ser um belo cenário para um assassino em série, mas como o mundo é uma caixinha de surpresas, sua irmã Debrah é uma policial que busca uma grande ascensão dentro do distrito. E cá vem mais uma pergunta: porque ambos trabalham no distrito? Simples: Harry, pai biológico de Debrah e adotivo de Dexter – sim, adotivo, mas calma, chegaremos lá em alguns instantes – era um grande policial.

O livro começa com Dexter divagando sobre a lua e a noite, sempre na companhia de um passageiro. Aquele que nomeia como “Passageiro sombrio” – tudo o que precisamos saber nesta resenha é que este companheiro guia Dexter, como uma sombra, uma mão em suas mortes. Sem mais delongas, é nos apresentado a primeira morte do livro.

Aos poucos, vamos descobrindo a história de Dexter que, quando criança, viu sua mãe ser morta dentro de um container com uma serra elétrica e lá ficou durante três dias, chorando no sangue dela. Isso acabou mudando drasticamente a vida dele. Após esse tempo, Harry encontra Dexter e o adota.

Enquanto cresce, nota-se um comportamento diferente no garoto. Ao notar isso, o policial decide que deve canalizar este comportamento para um bom lado, o lado da justiça. É então criado o código de Harry para Dexter seguir e matar apenas aqueles que merecem morrer.

Em paralelo que é apresentado o passado do Justiceiro Negro, vemos também seu presente. Nele temos Rita, uma bela mulher e namorada de Dexter, com dois filhos de um casamento destruído pelas drogas.

Durante suas matanças, algo lhe chama a atenção: um novo assassino, tão inteligente e meticuloso quanto ele mesmo, está atacando a cidade e matando mulheres. “Hora de investigar!”, diz seu passageiro oculto no canto de sua mente, e assim ele o faz.

O Assassino, descobrindo aos poucos que há um grande predador em seu encalço, começa a brincar com ele. Dexter começa a receber mensagens que apenas ele entenderia seus significados. Mensagens que apenas ele conheceria, pois somente ele poderia tê-las enviado ou alguém que o conhecesse tão bem, mas quem?

E dessa forma nos é apresentado o primeiro serial killer de nossa série: o Assassino do Caminhão de Gelo (conhecido também como Ice Truck Killer).

Com isso, as investigações de Dex e Deborah começam. E aos poucos, enquanto entramos nos pensamentos de Dexter, descobrimos que algo está errado e, com as mensagens, vimos que somente ele poderia ter feito aquilo. Estaria ele sonâmbulo? Em certo ponto da história, talvez o mais ousado ataque do ITK (sim, vou me referir ao carinha do caminhão de gelo assim, por motivos de: assim é mais rápido) é possível ver nas filmagens quem está por trás de tudo: um homem alto, com camisa florida, queixo quadrado, belas feições ― as que foram notadas, já que era de noite e sabemos como câmeras de segurança nunca tem uma boa qualidade (?)  ― e um cabelo bem cortado. Não pode ser! Seria Dexter?!

Nosso predador noturno encontra-se numa encruzilhada: provar que não é ele que está por trás daqueles assassinatos e, se for, como e porque? E para ajudar ainda mais a confusão de nosso intrépido anti-herói, sua irmãzinha do coração está apaixonada!

Será que ele consegue lidar com tudo isso? Será que conseguirá descobrir quem é o verdadeiro assassino? Há alguém mais ou ele começou a perder o controle de sua vida?

“Dexter: a mão esquerda de Deus” é um livro que te prende do início ao fim. Com uma escrita envolvente de Jeff Lindsay, cada peça do quebra-cabeça é jogada na hora certa, aumentando ainda mais a tensão. Não há como não apaixonar-se por Dexter e envolver-se em seu carisma. Durante a leitura não há como não identificar-se com ele, pelo menos em um ponto de suas reflexões e de suas batalhas internas.

Citação Favorita:
“Estava mais um lindo dia de sol em Miami. Com possibilidade de cadáveres mutilados enfrentarem chuva à tarde. Me vesti e fui para o trabalho.” – Dexter Morgan

Hey! Vocês estão sabendo?! Há novidades vindo por ai! Preparem-se, pois algo incrível acontecerá!

Excelente!

Onde comprar: Saraiva | Cultura | Submarino $| Martins Fontes | Amazon $



quinta-feira, 25 de setembro de 2014

A pirâmide vermelha

Oi gente, a resenha de hoje é sobre o livro "A pirâmide vermelha", de Rick Riordan. O mesmo autor de "Percy Jackson e os Olimpianos". Confira o vídeo e não esqueça-se de comentar.


domingo, 21 de setembro de 2014

Vídeo: Preconceito Literário - Erotismo

Novo vídeo no blog! Acompanhado da minha querida amiga Eri Guimarães, falei um pouco sobre o preconceito com os livros eróticos. Assista ao vídeo e comparti-lhe conosco a sua opinião. 


quinta-feira, 18 de setembro de 2014

Dias Perfeitos

Título: Dias Perfeitos
Autor: Raphael Montes
Gênero: Ficção nacional, romance policial, suspense
Páginas: 274
Editora: Companhia das Letras
ISBN: 978-85-359-2401-5

Conheci este livro de uma forma muito engraçada. Um amigo me presenteou no semestre passado e me disse apenas o seguinte: Leia, mas não procure resenha e nem nada, apenas leia.

Eu nunca li um livro sem saber ao menos do que se tratava, mas aceitei o desafio e o fiz. Devo admitir que tive um pré-julgamento pela capa, mas fui surpreendido completamente.

“Dias Perfeitos” conta a história de Téo, carioca, filho de uma cadeirante e estudante de medicina. Ele vive uma vida pacata, sem muitas emoções e sem muitos amigos. Téo é um rapaz antissocial, mas para não ser injusto, ele tem uma única amiga, se é que podemos chamar de amiga, mas é o mais próximo disso que ele possui. Ela é Gertrudes, uma senhora que sempre está em suas aulas de anatomia. O único problema é que Gertrudes é um cadáver.

Entretanto, em certo dia, a vida de Téo muda quando ele vai contra a sua vontade a um churrasco em uma mansão carioca. Lá ele encontra Clarice, estudante de história da arte e aspirante a roteirista. Ela é o completo oposto dele, descontraída, boemia e aventureira. E isto acaba fascinando-o. Para ele alguma coisa havia mudado por conta dela, uma obsessão surgira pela moça.

“Algo havia explodido dentro dele. Algo que ele não conseguia nem queira explicar. Ainda que não soubesse o sobrenome de Clarice, onde ela morava ou em que universidade cursava história da arte, ele tinha o número do celular dela e isso os tornava íntimos.”
Dias Perfeitos, p. 21.

Após conseguir o telefone de Clarice, Téo tenta entrar em contato mas acaba falhando. Ele começa a perseguir Clarice e descobre onde ela mora. O rapaz volta de carro ao endereço, mas a jovem está de saída. Ele a persegue durante o passeio noturno pela Lapa até que Clarice, depois de quase ser atropelada, adormece bêbada na calçada. Téo a leva para casa e encontra com a mãe dela, e o inimaginável acontece: Clarice desperta e apresenta Téo como namorado. Isso o deixa confuso, mas ele acredita que Clarice não falou da boca pra fora. E no dia seguinte ele resolve visitá-la e leva consigo uma coletânea de contos de Clarice Lispector.

Téo é recebido por Clarice que está arrumando algumas malas na sala. Ela está para sair em viagem para trabalhar em seu roteiro. O diálogo entre os dois entra em ebulição quando Clarice confronta Téo sobre as ligações estranhas que ele fizera para ela fingindo ser outra pessoa. As coisas pioram até o ponto de ela deixar claro que nada nunca acontecerá entre os dois. Irritado com as acusações e com a declaração de Clarice, Téo desfere um golpe nela com o livro de mais de quinhentas páginas e capa dura que comprara para presenteá-la, deixando-a inconsciente.

Isso inicia uma jornada que leva os dois até Teresópolis, destino escolhido por Clarice para trabalhar no roteiro. Entretanto, ela está presa a Téo contra a sua vontade e a partir daí uma série de eventos se inicia levando ambos ao extremo. Muita coisa irá acontecer nesta viagem. E tudo mudará, inclusive os dois.

É com um texto extremamente envolvente que Raphael Montes nos conta esta história. Você se envolve tanto na leitura que nem percebe o tempo passando a sua volta. E ele construiu um suspense delicioso, pois soube bem onde terminar um capítulo e iniciar outro. O livro não é nada previsível, o que me deixou apaixonado por ele. Gosto de livros que me surpreendem a cada capítulo, e “Dias Perfeitos” fez isso com excelência.

Geralmente, nos romances policias temos: o crime; o criminoso e a perseguição. Esses são elementos que constituem um romance policial, mas Raphael Montes quebra esta tradição e foca no crime; no criminoso e nas consequências que o crime causará no criminoso e em sua vítima. Isso foi o ponto que mais me agradou no livro e me despertou a vontade de ler mais livros do gênero.

Agoniante, delicioso e imprevisível define “Dias Perfeitos”. Você não pode deixar de ler este livro que irá te envolver e te deixar de boca aberta com o final. Envolva-se e viva dias perfeitos na companhia de Téo e Clarice.

Excelente





Citação favorita: "Quando um homem tem tanta vergonha de si mesmo e se vê desmascarado, não restam muitos caminhos, Clarice. O suicídio é a única saída"
Téo